Esse blog foi elaborado para postar o Portfólio acadêmico dos alunos da Segunda Licenciatura/ Pedagogia.
Tecnologias
para o ensino de deficientes visuais - DOSVOX
Alunos:
Alailson Ribeiro da Silva RU: 804702
Tatiane de Sousa da Costa RU: 1750660
Valéra RU:
Polo – Monte Dourado
Cidade: Almeirim - PA
Data: 30/08/2017
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O sistema Dosvox foi
desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (NCE/UFRJ), que está
situado no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza. Esse sistema é
destinado aos deficientes visuais como uma ferramenta de auxílio no uso de
computadores (PC). O Dosvox consite em sistematizar por meio de conversa com o
deficiente visual em português, uma linguagem sem sotaques e bastante
simplificada, além de ampliar as telas para pessoas com visão reduzida, ele
contém ainda programas para educação de crianças com tal deficiência e
programas sonoros para acesso à internet.
A comunicação entre o usuário e o sistema é realizada através de um
sintetizador de baixo custo. O mesmo foi criado a partir do trabalho de um
estudante de informática cego que desenvolveu o editor de textos do sistema. O
sucesso do projeto deve-se principalmente ao baixo custo do sistema, a
tecnologia simples de produção e a sistematização da fala e escrita em
português. Entre as atividades que podem ser executadas pelo DOSVOX estão:
edição de textos para impressão Braille, leitura e audição de textos,
utilização de calculadora, agenda, entre outros instrumentos assim como jogos
variados.
Devido ao baixo custo de adquirir o Dosvox,
ele passa a ter grande uso por instituições de ensinos públicas e privadas para
melhor atender e habilitar estudantes com deficiência visual a terem a
tecnologia como ferramenta de inclusão no processo de aprendizado. O uso do
Dosvox pode ser inserido em todas as etapas de ensino, ou seja, do maternal ao
ensino superior esse sistema tende a facilitar o engajamento do aluno ao meio
que o cerca através da fala contida neste programa.
O Dosvox será para professores um recurso
de inclusão em seu ambiente de trabalho e para que o sistema venha a ter a sua
função realizada o mesmo precisa conscientizar-se que a educação está diante de
um novo paradigma. Ele será um mediador entre as ferramentas tecnológicas e
novas situações que ajudarão seus alunos a resolverem seus problemas e a
desenvolverem novas capacidades cognitivas. Contudo, essa tecnologia deverá ser
utilizada de uma forma eficaz e com uma nova postura desse professor na interação
e mobilização com seus alunos. Desta forma não haverá mais a necessidade de se
discutir inclusão. Pois todos assumirão uma postura cooperativa onde a convivência
com as diferenças e a tolerância serão inerentes a cada um.
O sistema Dosvox de tecnologia educacional
tem papel de grande construção de uma educação verdadeiramente inclusiva tornando-se
necessária para aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais
especiais, mais especificamente aos deficientes visuais. É preciso valorizar a
individualidade de cada aluno e criar condições para que nada impeça sua
criatividade e desenvolvimento de habilidades.
Para Valente ele afirma que “As crianças
com deficiência (física, auditiva, visual ou mental) têm dificuldades que limitam
sua capacidade de interagir com o mundo. Estas dificuldades podem impedir que
estas crianças desenvolvam habilidades que formam a base do seu processo de
aprendizagem. (VALENTE, 1991, p.1)”
O autor acima
citado compreende que a tecnologia como ferramenta educacional pode e deve ter
parceria continua no processo de desenvolvimento das habilidades que um aluno
com deficiência venha a adquirir por meio desta.
Mas em meio a muitos questionamentos sobre
o uso dessas novas tecnologias que fazem do estudo da teoria aliado ao aprender
através das experiências e a exploração da autonomia que a tecnologia
proporciona aos alunos, requer professores abertos a novos saberes, governos
comprometidos com políticas públicas e uma sociedade não criticista e sim
apoiadora dessas inovações que tendem a diminuir a exclusão em várias esferas
da sociedade que os indivíduos com necessidades especiais convivem.
Dessa forma as tecnologias e suas
atribuições no âmbito educacional fazem parcerias ao querer saber e aprender de
uma massa da sociedade que antes viviam em total esquecimento e abandono a
buscarem seu lugar como cidadãos com direitos e deveres semelhante a uma pessoa
dita e considerada normal.

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